segunda-feira, 27 de junho de 2011

10° texto


Meus amigos: Melquesedeque, Daniel e Larissa Teixeira apresentaram o seminário com o texto: “O Teatro em suma”
Ator ausente do mnemodrama (ator que expressa seus sentimentos) utiliza memórias, experiências próprias para estimular sua atuação, desempenho, ou seja, ele decide o que fazer com esses recursos entre outros.

Citação do texto:
“Submetido a uma servidão inconsciente, o ator perde a noção de uma identidade original. Perde a vocação para a criatividade autônoma: como um animal que foi domesticado, ele não saberia o que fazer de uma liberdade completa.”

Ator vigente (ator - intérprete) utiliza o texto, escrito alheio para compor, realizar, trabalhar a sua interpretação.

Citação do texto:
“O ator interprete fala sempre com humanidade de seu papel de mediador, da sua militância no campo da grande tradição dramática.”

O processo de atuação vem dividindo seu corpo ao estranho; ter emoções e singularidade de sentimentos constrói uma atmosfera de identificação até sua realização, tendo isso vem à interpretação. Essa realização acontece de dentro para fora, para outros o processo ocorre de fora para dentro.

Citações do texto:
“Ele cede o próprio eu ao estranho, concentra nele as próprias virtualidades expressivas. É acidentada esta sua marcha de aproximação ao personagem. O ator abandona o próprio eu e mobiliza-se em torno daquele outro eu que deve ser representado...”

“A possessão emerge das profundezas do eu, a interpretação debruça-se sobre as indicações da própria escrita.”

Foi deixada uma pergunta para o debate, sobre as rubricas no texto para situar, da uma ajuda, compor o ator na leitura ou em cena para um personagem. Fomos ao debate. Quando se iniciava uma leve discução sobre tal, Wlad interrompeu e disse que no texto havia temas mais importantes a serem abordados, e a questão da rubrica seria uma “formiguinha” diante dos outros.

Citação do texto:
“A profissão de ator tem algo de angustiante e de insuportável... Viver nos limites da existência não é fácil. O teatro torna-se uma profissão.”

(Intervalo...)

A segunda parte da aula foi livre para pensarmos sobre a apresentação, a maioria da turma foi conversar com a Wlad, mas cada um individualmente seguindo uma fila, para explicar um pouco mais sobre nossas cenas, figurino, etc. E receber uma ajuda/luz/toque dela.

OBS: Eles leram e falaram sobre o que estava escrito no texto, mas não explicaram muitas coisas. Acabaram se enrolando um pouco. Os slides tinham erros de português.

9° texto


Eu e Terezinha apresentamos o seminário com o texto: “A Exibição das palavras”
Autor: Denis Guénoun
A professora Wlad não pode está presente, pois estava doente. Queríamos que ela estivesse lá como esteve em todos os outros. Para explicar sobre nosso texto, que eu particularmente amei, usarei fragmentos que usamos nos slides feitos por mim e Terezinha.

Teatro vem da origem grega Theátron que significa:
 “... mas sim as arquibancadas onde se senta o povo.”
                                                     (Denis Guénoun)

“O Teatro requer uma reunião de espectadores (...) O Teatro requer um público.”
                                                     (Denis Guénoun)

*Diferentes de outras artes como a: literatura, a pintura, a escultura, poesia, o Teatro precisa de um publico ao vivo, presente para ser realizado.

→ Mas existem exemplos contrários...
* Teatro em família onde você não apresenta tudo o que quer, Teatro de mulheres onde a dramaturgia é feita por mulheres, são só atrizes em cena, Teatro Cortez onde o que é feito é somente para agradar o rei, etc.
O teatro é público até onde?
  
Um ato político!

“O teatro é, portanto, uma atividade intrinsecamente política.”
                                                      (Denis Guénoun)

“O que é político, no princípio do teatro, não é o representado, mas a representação: sua existência, sua constituição “física”, por assim dizer como assembléia, reunião política, ajuntamento.”
                                                      (Denis Guénoun)

* Essa política não é partidária e sim uma ação, política é ação. É feita uma convocação pública onde todos são convidados a participar juntos como uma assembléia, se observando se sentindo uma comunidade, reconhecendo-se como grupo, se contagiando com risos, aflição, expectativa, ouvindo seus sussurros e silêncio.

“... a platéia vai sendo mergulhada na penumbra.”
                                                       (Denis Guénoun)                                                

*Denis não entra na questão da iluminação cênica como um todo. Mas sim, a questão de que sendo mergulhada na penumbra e o palco sendo iluminado a platéia começa a dar mais atenção ao representado (cena, performance, etc.).
 
O que mudou do princípio?

“... é política a escolha do lugar (...) da hora (...) bem como da composição e da forma da assembléia.”
                                                        (Denis Guénoun)

*A representação é muito importante, mas não significa que o representado não tenha sua importancia.
  
Circularidade

“... as três arquiteturas que marcam sua história: a greco-romana, a elisabetana, e assim chamada “à italiana”, produzem volumes redondos.”
                                                        (Denis Guénoun)

“Os teatros refazem a organização espontânea da aglomeração.”  
                                                        (Denis Guénoun)

* A circularidade do teatro é bem antiga, pois marca sua historia. E sua circularidade também vem de forma espontânea, exemplos: quando acontece algum acidente numa rua movimentada as pessoas fazem um circulo em volta da vitima. Alguma apresentação cênica na rua também motiva as pessoas fazerem um círculo para assistir.

Teatro Elisabetano



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

Teatro Italiano
  
Circo-Negatividade

“... os teatros de plantas circulares não oferecem mais, hoje em dia, a melhor visibilidade.”
                                               (Denis Guénoun)

“Qual a razão, então, para esta superioridade do circular?”
                                               (Denis Guénoun)

 Respostas

“... o círculo é a disposição que permite que o público se veja (...) No entanto, jamais é possível o prazer solitário.
                                               (Denis Guénoun)

* O prazer solitário que podemos ter no cinema é um exemplo citado por Guénoun. Onde podemos estar sozinhos numa sala assistindo um filme e tirar bom proveito.

 “...mas é precisamente a estrutura que permite que as pessoas se vejam e distingam as demais não como massa, mas como reunião de indivíduos  (...) sua rotundidade designa a comunidade, sua unidade, sua autonomia.”
                                               (Denis Guénoun)

 “...uma assembléia reunida em fileiras retas favorecem para cada participante a visão do que se passa na tribuna: como numa sala de aulas de antigamente, pouco preocupada em despertar no auditório a consciência comunitária.”
                                               (Denis Guénoun) 

Foi sempre assim?

“Ele não pode reduzir a representação ao frente a frente total entre um palco autoritário e uma comunidade desfeita.
                                               (Denis Guénoun)

 “E enquanto o teatro subsistir, por mais enfraquecido que esteja, resta algo da comunidade desejada, do reconhecimento, do compartilhar. E, portanto, do círculo.
                                               (Denis Guénoun)

 “O emprego da luz e da sombra”
                                               (Denis Guénoun)

 “Só em determinados períodos e em contextos definidos os espectadores são mergulhados na obscuridade.”     
                                               (Denis Guénoun) 

Uma pulginha atrás da orelha...

“... o teatro acontece no espaço do político e produz outra coisa (diferente da política).
 O quê?”
                                                (Denis Guénoun)


Fomos ao debate que rendeu pouco, mas o pouco foi bem interessante. Percebi que algumas pessoas não haviam lido o texto e debatiam apenas com o explicado.

(Intervalo...)

A professora Ana Lobato que estava com a gente deixou a segunda parte da aula para analisarmos nossa cena para o trabalho de conclusão de disciplina.