quinta-feira, 16 de junho de 2011

6° texto


Olá teatro, eu posso te jogar? Olá jogo, eu posso te teatralizar?

Meus amigos: Maycon e Paula apresentaram o seminário com o texto:  
“Jogar e representar”.

Bloqueio
Algumas pessoas se sentem bloqueadas, angustiadas com o olhar do outro ou aquela sensação de está ridícula a seu ver. Essa timidez impede sua manifestação em cena.
O jogo é importante para ir derrubando a timidez.

Às vezes acontece do jogador se desconcentrar por uma piscadinha, por uma pose engraçada do outro, etc. E ai parti para a improvisação.
O jogo além de ser considerado terapia, é um espaço para criações.

A dupla propôs o jogo seguinte: Formávamos duplas; cada dupla tinha que trabalhar mesmos movimentos focando no olho do parceiro e simultaneamente era exibido no datashow varias imagens diferentes.
Fomos ao debate. Falamos sobre diversos assuntos relacionados com o texto como, por exemplo: as técnicas teatrais que são, muitas das vezes, usadas em algumas profissões que precisam vender mercadorias como a de feirante. Os jogos são importantes, pois nos ensinam, nos mostram algo que podemos até levar à cena. Jogar é muito mais que pensar ou querer, é fazer. Falamos do jogo proposto pela dupla e percebemos uma visão de teatro e ficção por conta das imagens, o campo de criação, jogo e terapia, etc.

(Intervalo...)

Voltamos à segunda parte com a continuação do exercício da cadeira, e o primeiro a ir dessa vez foi o Diego. Eu o vi levantar, parecia determinado, seu olhar não estava nem um pouco perdido, a pessoa imaginada por ele estava lá, ele a via. Em alguns momentos eu esquecia que era um exercício e acreditava que cada um que ia para enfrentar a cadeira, além de contar o que precisava para determinada pessoa imaginada, dividia isso com todos da turma, como uma terapia de grupo, mas claro, só em determinados e intensos momentos.

OBS: Paula e Maycon pareciam tranquilos o que facilitou uma melhor compreensão do texto. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

5° texto


Das profundezas da terra a lamparina faz subir luz. 
A lamparina não é só um objeto.
Posso ver uma lamparina da janela de um carro escuro por sua climatização.
Posso ver uma lamparina do outro lado do rio acesa numa palafita.
Posso suspirar a luz de uma lamparina e não morrer asfixiada.
A imagem poética que um lampião me traz é tão valiosa quanto às palavras que eu escrevo a luz de vela.
As lembranças são acesas.
E minha memória retorna ao seu lugar de origem.
Elas voltam ao coração_//AlgumaCoisaEscritaPor: Tainá Limam

Meus amigos: Leandro, Fernando e Acacio apresentaram o seminario com o texto:  
"A luz da lâmpada".

Citações do texto para facilitar o entendimento:
 
• “A fim de animar minha tímida lâmpada
A vasta noite acende todas as suas estrelas”
Tangore. Lucioles. Este curto poema está escrito sobre o leque de uma mulher.


• A lâmpada elétrica não nos dará nunca as fantasias dessa lâmpada viva que, com óleo, fazia luz. Entramos na época da luz administrada. Nosso único papel é o de ligar um interruptor. Somos apenas o sujeito mecânico de um gesto mecânico. Não podemos mais aproveitar deste ato para nos constituirmos, com orgulho legitimo, em sujeitos do verbo acender.


• O momento tinha mais drama quando a lâmpada era mais humana. Acendendo o velho lampião podia-se sempre temer alguma falta de jeito, algum azar. O pavio dessa noite não é em absoluto o mesmo de ontem... tem-se sempre algo a ganhar dando aos objetos familiares a atenção amiga que merece.



• Em paginas em que ele nos conta suas lembranças de infância, Henri Bosco dá de novo ao lampião a dignidade de antigamente. Desse lampião fiel a nosso ser solitário, escreve: “Percebe-se rapidamente, não sem emoção, que ele é alguém. De dia acha-se que ele é apenas uma coisa, uma utilidade. Mas quando o dia declina e, errante numa casa solitária, invadida por essa penumbra que apenas lhe permite circular tateando ao longo das paredes, você procura o lampião, que não acha mais e que depois descobre onde havia esquecido que estava, este lampião apagado e em suas mãos, mesmo antes que tinha sido aceso, lhe assegura e oferece uma presença doce. Ele o acalma, pensa em você... 

(Henri Bosco. Un oubli moins profond, Gallimard, 1961, p. 316)


Fomos ao debate. Lembro que alguns falaram da importância dos objetos em cena e que ele é um 'farol' para o espectador. Falou-se também dos devaneios que temos. Eu devaneio bastante! Gosto disso, é uma boa sensação, devanear aquilo que você pode ou não sentir, ter, ver na vida real. Momentos, lugares, pessoas, sorvetes, brigadeiros... nos levam a devanear.

(Intervalo...)

Voltamos com a aula pratica. Foi terminado o exercicio das imagens e partimos a um novo proposto pela Wlad; 'o exercicio da cadeira' (são duas cadeiras, uma em que você senta e a outra é para a pessoa que você imagina, pra quem quer falar algo, uma pessoa importante, essa pessoa pode está no seu passado ou no presente, viva ou morta, longe ou perto). Você conversa com essa pessoa como se realmente ela estivesse la, sentada na cadeira te ouvindo. A Rosa foi a primeira a ir. Eu a segunda e a ultima. 
Fui.
Falei. 
O que queria falar para uma pessoa que pessoalmente nao sei se falaria. Me senti bem, senti vontade de chorar mais não chorei, me controlei e aos poucos as lagrimas foram secando dentro de mim. Alguns da turma se emocionaram. Algumas imagens vieram à minha mente e arrependimentos também.
Foi um exercício que me pegou de jeito. 
Quase falo o que não deveria, me segurei mesmo querendo, pois no fundo eu sabia que a turma estava ali me olhando e ouvindo. E claro, não queria que eles soubessem apesar de, alguns talvez terem entendido pouco, mas entendido.

4° texto


Lembro do cheiro de areia molhada.
Foi um cheiro constante na minha infância, toda vez que a chuva molhava o quintal de casa, esse cheiro migrava para a batente de casa, onde eu costumava a sentar. Parece que era uma ligação, o cheiro fazia questão de ir até mim e por um instinto de criança sem saber exatamente o que acontecia eu ia senti-lo.
Lembro do cheiro de planta molhada, vinha de um terreno repleto de árvores, matos e plantas onde eu, meus primos e amigos brincávamos.
Lembro do cheiro de coisas que eu nunca havia sentindo antes mais sabia dizer exatamente o que era.
Lembro do cheiro que saia da caixa de enfeites natalinos quando eu e minha mãe abríamos para armar a arvore de natal.
Lembro do cheiro do orvalho quando eu acordava as cinco da manhã e ia passear no quintal enquanto a minha mãe ia ao trabalho. Na época ela trabalhava como servente num colégio de ensino fundamental onde eu também estudava. E as sete da manhã quando eu já estava indo à escola eu não sentia o cheiro do orvalho, eu sentia o cheiro do café que vinha da casa da vizinha e o cheiro de tempero fritando na frigideira de minha tia, que já deixava o almoço pronto, pois logo em seguida ia trabalhar.
Bons tempos, boas lembranças, bons cheiros. Cheiros de vida. Cheiros de infância. É um dos melhores cheiros que se pode sentir na vida terrena.__//AlgumaCoisaEscritaPor: Tainá Limam



Minhas amigas: Hillsy, Jordana e Larissa apresentaram o
seminario com o texto: "O apelo afetivo do cheiro".
 
Sobre o seminário aprendi que o cheiro em si não é uma lembrança. Ele nos remete a uma, daí o apelo afetivo evocativo do cheiro com relação às lembranças. Nos trás sensações, lembranças e
às vezes a lembrança de um cheiro é imprecisa como nossas memórias de infância que às vezes se revelam pouco nítidas. É na sinestesia que nossas memórias de infância aparecem embaçadas, misturadas e confundidas no cheiro de uma lembrança, de uma roupa, de uma lágrima, etc.
As meninas fizeram um exercicio: elas chamaram algumas pessoas, eu estava entre essas pessoas e passaram alguns produtos em nossa pele. Apagaram as luzes da sala e pediram que os outros da turma fechassem os olhos e andassem pelo espaço sentindo o cheiro dos produtos que exalava da gente, e tentando identificá-los enquanto tocava algumas musicas de estilos variados. Depois tínhamos, com os olhos fechados, que ir nos aproximando de algumas pessoas e tocando-as, cheirando-as para tentar reconhecê-las. Foi um exercicio interessante. Principalmente ao ouvir as musicas e ter sensações com os ritimos. 

No debate muitos falaram, lembro que foi dito da importancia do cheiro em um espetaculo. 

(Intervalo...)

Voltamos com a segunda parte da aula. Com um exercício proposto pela Wlad, o exercício era de brigar. Tive que lutar com a Priscila e com o Raoni e me defender sem que os machucasse e sem que eles me machucassem também. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

3° texto

Meus amigos: Erica, Flavio e Glenyson apresentaram o seminario com o texto:
"A crise de nossos sentidos".

A partir da revolução industrial, muitas pessoas ficaram restritas às máquinas, as chamadas ‘vítimas da industrialização’.
Ex: Muitas pessoas já estão perdendo a sensação do gosto natural da fruta para alimentos industrializados.
Desse jeito claro que haveria crise. Está havendo.

Nós Ações:
-Nós moramos
-Nós caminhamos
-Nós conversamos
-Nós comemos

É hora de morar
Nós podemos ter uma crise de moradia diante de tantas tecnologias à arquitetura. Edificações, áreas desocupadas por conta da burocracia, etc.

É hora de Caminhar
Tem pessoas que saem para caminhar por causa da saúde e outras que vão caminhar apenas para refletir, pelo menos em alguns minutos de caminhada, ver a paisagem, pensar na vida, ter um momento de paz sozinho e tranquilo.

É hora de conversar
A internet facilita a conversa a distancia. É bom para quem viaja muito e quer pelo menos olhar a filha, a mãe, o pai... pela web cam. Mas nada substitui o cheiro, o abraço confortável, o olho à olho, o ouvir da respiração do outro, enfim, o chamado ‘pessoalmente’.

É hora de comer
A produção alimentícia foi aumentada. Mas ainda existe fome e miséria no mundo, ao lado da sua casa, na esquina da sua rua, alguém ainda passa fome. Há mas comida do que pessoas. Tanta comida assim acaba estragando e jogada na lixeira que fica atrás do restaurante, do supermercado e até na lixeira que fica na cozinha de casa.  

Fomos debater sobre o seminário.

Intervalo(...)

Voltamos com exercícios práticos.
Duplas do exercício das frases terminaram o exercício, depois formamos duplas diferentes onde teríamos que dividir um segredo de família e em seguida mostrar o segredo à turma só que mostrá-lo em forma de fotografia (fazer fotografias com o corpo de uma maneira que facilitasse ou não a compreensão do segredo à turma).
Minha parceira foi a Erica, ela pensou se contava ou não mais acabou contando, eu pensei um pouco em algum segredo de família para contar a ela. Contei. Foi interessante, deu apenas para algumas duplas irem ao meio da sala e fazer o exercício das fotografias, eu e a Erica fomos. A Erica fez bem, não sei se eu fiz bem mais foi divertido, usei recurso de som (voz).

OBS: O Flavio estava bem nervoso. Gostei da fala do Glenyson e da Erica, mesmo assim percebi que o grupo não estava tão organizado nas falas e acabou prejudicando um pouco no entendimento do texto.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

2° texto

Brenda, Clediciano e Diego apresentaram o seminario com o texto:
"Tempo e Memória".

Onde estamos?
Onde estivemos?
Indagações.
O homem é um ser exilado em seu próprio tempo?
Poderia ser se caso a temporalidade associar-se a sua subjetividade, identidade, memória.
Para alguns escritores e pensadores o tempo pode ser objetivo e subjetivo.
Parece que cada época percebe o Tempo de maneira diferente. Os seres humanos, de acordo com sua época, o modifica ao próprio ver, sentindo o tempo da própria maneira.
O ser humano muitas das vezes torna o tempo fugaz. Na verdade não é o homem que está submetido ao tempo, é o tempo que está submetido ao homem. Ou não, talvez eu esteja falando bobagens. 

E o apego que temos com determinadas Memórias?
Penso que algo, seja objeto concreto ou abstrato, presença ou ausência, nos remete a determinada lembrança.
Tem pessoas que vivem de memórias, tem pessoas que vivem por esquecê-las.
Também há certas lembranças que não sabemos se de fato correspondem a fatos vividos concretamente, ou imaginados.
Então podemos ‘criar’ nossas memórias?
Claro que sim, podemos criar, imaginar, devanear, pensar qualquer coisa que pudermos em nossa mente.

Depois da parte teórica eles fizeram uma apresentação, Diego no tambor, tinha um vídeo atrás e Cled na partitura corporal em que a musica a partitura corporal e o video acelerava e desacelerava. Em seguida fomos para o debate em circulo.

(Intervalo...)

Iniciamos com o exercício que tinha ficado pra essa semana, o das frases feitas na semana passada do eu e do outro e fazer o jogo corporal. Nem todas as duplas se apresentaram por causa do tempo. 

OBS: Brenda chegou atrasada e tiveram algumas dificuldades em lidar com os equipamentos.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

1° texto



 
Meus amigos; Bianca, Alessandra e Antônio iniciaram o seminário dos textos da Wlad com o justo tema: "Narrativas Enviesadas e Tramas Fragmentadas".

As narrativas enviesadas (fragmentadas) ignoram a linearidade do tempo e da história. Sabe aquele lance que aprendemos em redação de início, meio e fim? Pois é, é como se as Tramas Fragmentadas deixasse de lado e partisse para o misturado, mas claro, fazendo com que o espectador, no final de alguma apresentação artística, identifique a história.
O objetivo é a quebra da narrativa convencional.
E dai surge os "tempos modernos do século XX” com suas  “pessoas modernas” que estavam exibindo uma nova forma de se contar historia, pintar, compor musicas e tudo mais que envolve arte.
Espetáculos teatrais foram retirados dos palcos, as apresentações passaram a ser em outros lugares, deixando de lado o casual de antigamente. Os pintores, a meu ver, sempre foram os que mais queriam chamar atenção, talvez não só por querer aparecer e sim para a própria necessidade de valorização de suas artes. Eles fugiam para a abstração.
Os dançarinos utilizaram a técnica e economia de gestos e movimentos minimalista onde menos é mais.

Após o final da segunda guerra mundial exageros eram propostos e reforçados pela mídia.
Cada um pondo um pedaço de si mesmo nos tempos modernos. Fim de seminário, puxamos as cadeiras e ficamos em circulo, conversamos.

(Intervalo...)

No segundo momento da aula fizemos um exercício proposto pela Wlad. Era de: Que movimento, que reação que disposição corporal devo fazer? Foi muito interessante, me senti leve, flutuando. Uma hora eu queria que todos ali pudessem sentir se comover, reagir ou de alguma forma se incorporar a mim diante de meus movimentos, outra hora me movimentava querendo que as pessoas vissem meus movimentos mais sem que elas se esquecessem de que aquilo só era um exercício. Mas adiante eu senti que era uma trama fragmentada e depois uma linearidade. Foi interessante.
Outro momento foi de formarmos duplas, tínhamos que falar ao nosso parceiro algo sobre nosso corpo como, por exemplo: marca, sinal, cicatriz, etc. Depois um da dupla faria um movimento e parava o outro ia e complementava com outro movimento a estatua do primeiro, o primeiro que tinha feito a estatua saía do seu lugar enquanto o outro permanecia paralisado e complementava de outra forma e assim foi. Todos da turma fizeram simultaneamente esse exercício. Depois a professora Wlad pediu para fazermos 10 frases que falassem do eu e do outro, usando às informações que demos ao nosso parceiro e que o parceiro nos deu do corpo.
Ex: Eu tenho uma cicatriz na testa e o outro espinhas nas costas.
Tínhamos que apresentá-las na próxima aula. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Yufá


Yufá era um menino tonto e desajeitado. Certa vez foi visitar os vizinhos numa fazenda. Como o viram tão mal-arrumado, soltaram os cães em cima dele. Sua mãe se entristeceu e lhe arranjou um lindo casacão, uma calça e um jaleco de veludo. Vestido como um cavalheiro, Yufá retornou à fazenda onde tinha sido mal recebido. Acolheram-no muito bem, convidaram-no para o almoço e cobriram-no de elogios. Quando trouxeram a comida, Yufá a levava à boca e a punha nos bolsos e no chapéu, dizendo: Comam, comam minhas roupinhas, pois vocês é que foram convidadas, não eu.
São Paulo, Isto é, n°. 1.382.